A informação se tornou produto de primeira necessidade para o ser humano. “As trocas de informações atingiram intensidade e amplitude antes difíceis de imaginar. E a notícia, antes restrita e controlada pelo Estado e pela Igreja, tornou-se bem de consumo essencial” (LAGE, 1987,8).
Nesse amontoado formado pelas informações, os jornalistas adquirem condições favoráveis para que possam confrontar suas verdades todos os dias. Desde o “surgimento” da imprensa, foi descoberto o potencial da fórmula sexo, violência e sangue, como forma de atrair ainda mais o público. O Código de Ética dos jornalistas, no artigo 7º, estabelece que “o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade dos fatos, e seu trabalho se pauta pela precisa apuração dos acontecimentos e sua correta divulgação”.
O código estabelece subordinar-se à atuação do profissional, e sua principal
relação com a sociedade, com as fontes de informações e principalmente entre os jornalistas.
Infelizmente o jornalismo vem perdendo cada vez mais o foco principal de informar e
conscientizar. Está se tornando superficial no que diz respeito à transmissão de notícias e séries, passando em branco fatos importantes de cunho social, deixando em aberto escândalos sexuais, violência, pornografias e outras facetas dessa mídia sensacionalista que tanto fascina os telespectadores. Para conquistar a audiência, não existe pudor da mídia que transforma acontecimentos sem maior importância em manchetes espalhafatosas usando, para isso, excessos emocionais e uma linguagem exacerbada e excessivamente coloquial, eventualmente com a utilização de gírias, termos de baixo calão e insinuações.
Os telejornais voltam-se completamente para camadas mais populares, em busca
desenfreada da audiência, exibindo matérias com um maior conteúdo dramático. Muitos
autores intensificam que, a partir disso, não existe uma certa ética para tal onteúdo. Francisco Karan (1997) explica que a preocupação ética do jornalismo surge desse mundo social a partir desse público inferior, e como cada vez mais a indústria sensacionalista vem crescendo exercendo maior influência na realidade.
Grupo 4
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